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Já no início do século XVI, o Vale do Paraíba passou a ser rota das expedições Vicentinas, iniciadas com homens da frota de Martim Afonso de Souza, e serviu de passagem a Brás Cubas e Luiz Martins, e depois, caminho de Anchieta, João Ramalho e João Botafogo, de André Leão, Nicoláu Barreto, todos palmilhando o “CAMINHO GERAL DO SERTÃO”, que ligava anteriormente as Vilas de São Paulo depois Rio de Janeiro às terras dos Cataguazes.

Em 1560, quando Mem de Sá esteve na Capitania de São Vicente, após a vitória sobre os franceses do Rio de Janeiro, “providenciou para que o Provedor Brás Cubas e o mineiro Luiz Martins fossem ao sertão a dentro a buscar minas de ouro e prata”.


O Embaú surgiu diretamente com o fenômeno do bandeirismo, em terras hoje quase que na totalidade pertencente ao município de Cruzeiro (cerca de 25 km. serra acima). Este caminho iniciava-se através do vale do Rio Passa Vinte. Diversos são os relatos dos Bandeirantes e Historiadores sobre o Embaú. Embaú que em tupi significa “derradeira aguada”, pois se localizava na confluência do último curso d’água.O grande historiador Alfredo Ellis Júnior em sua obra “O BANDEIRISMO PAULISTA”, registra a passagem de Brás Cubas pelo Embaú em 1560 e que Domingos Jorge (o velho), fixou residência por aqui já em 1597. Segundo o precioso relato de Antonil, para atingir este segundo ponto (Embaú), o primeiro era o Porto do Guaipacaré, “gastava-se três dias até o jantar” – e prossegue o nosso primeiro descritor dos acidentes geográficos dessa área: “Daqui começavam a passar o ribeiro que chamam Passa Vinte, porque vinte vezes se passa e sobe às serras sobreditas, para passar as quais se descarregam as cavalgaduras, pelos grandes riscos de despenhadeiros que se encontram, e assim gastam dois dias em passar com grandes dificuldades estas serras.....”São muitos os relatos, portanto vamos finalizar com a passagem do Conde de Assumar pelo Embaú relatado no Diário de sua jornada em 1717: “desceram das canoas na margem esquerda do Paraíba num local chamado Campinho, para embrenharem-se na mata em direção da Garganta do Embaú, na Serra da Mantiqueira, ponto de passagem dos viajadores para as terras dos Cataguás. Em Umbaú estava preparada para sua Exa. Huma chopana que aly fez um cappitam Mor Paulista morador mais dentro e desviado do caminho uma legoa, e hospedou a sua Exa. Segundo o permita o dezerto”.Segundo escreveu Diogo Vasconcellos , “História Antiga”, a palavra “MBAÚ” resultou a denominação posterior EMBAÚ. “mbaú ou mbaí significa entrar e sair, isto é, corredor, garganta de serra”. O primitivo caminho de São Paulo para as “minas novas”, depois de atravessar a GARGANTA DO EMBAÚ, dirigia-se para Ibituruna, de onde se alcançava o Rio das Mortes. Quando da criação em 1747 da Freguesia da Piedade (hoje Lorena), registrado no Livro do Tombo da Igreja Matriz de Lorena, aparece este núcleo de povoação (Embaú), distante 4 léguas de Lorena, no caminho que vai para a Mantiqueira e diz: “o dito bairro em direção a serra tem 40 fogos e 360 almas de confissão sendo necessário construir no dito bairro do VUAÚ uma Capela ou uma Igreja para os ditos moradores ouvirem missa e se lhe administrem o sacramento”.No ano de 1781 Dom Frei Manoel da Ressurreição, 3º Bispo de São Paulo concedeu licença, a requerimento do Sargento Mor Antonio Lopes da Lavra para se erigir no Embaú uma Capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a qual foi acabada em 1787, sendo benta pelo Padre Manoel Gomes Lourenço e benzida em 7 de outubro do mesmo ano.Por aí se vê que o Embaú, era o único caminho usado por mais de 200 anos, ao pé da afamada Serra da Mantiqueira, representava portanto, o ponto inicial da escalada das grandes escarpas que levaria os Bandeirantes ao outro lado da vertente, em território das Minas Gerais.

Em 1846, foi criada a FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO EMBAÚ. Aos poucos foram tomando consciência de que poderiam formar uma unidade política, o que veio a ocorrer em 06 de março de 1871, com a instalação do município desmembrado de Lorena com o nome de VILA DA CONCEIÇÃO DO CRUZEIRO.

 

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